PROJETO MAX Imprimir E-mail

  PROJETO MAX

A pesquisa do movimento no trabalho do performer contemporâneo e as possibilidades dramatúrgicas do corpo foi a motivação para a criação do PROJETO MAX de Alexandra Dias, André Mubarack e Michel Capeletti. 

O PROJETO MAX se configurou como um grupo de pesquisa e trabalho e marca seu inicio em 2003 com a apresentação do site-specific “Os Perigos do Álcool” no DNA 196. No entanto os integrantes do grupo já desenvolviam colaborações anteriores no processo de realização de trabalhos como “Janela Simulada - viagem ao quarto sem saída” de André Mubarack, orientado por Irion Nolasco, “Assassino” de Alexandra Dias, dirigido por Irion Nolasco e “Mophos” de Michel Capeletti e Alexandra Dias.

Cientes de suas escolhas como artistas, o conceito do performer como criador e condutor da narrativa torna-se o principal foco de interesse do grupo. Assim, os artistas passam a assumir a autoria de seu trabalho, num processo que os aproxima do conceito de performers, no PROJETO MAX os três performers criam e concebem seus trabalhos e desenvolvem projetos em colaboração com diretores convidados.

Com esses preceitos, o PROJETO MAX desenvolveu sua trajetória multidisciplinar, onde a investigação pelo movimento estabelece conexões entre linguagens.

Em 2003 o grupo participou dos eventos CONDANÇA, EXPERIMENTOS no Teatro Escola de Porto Alegre (TEPA) e MOVIMENTO EXPERIMENTAL, no Hospital Psiquiátrico São Pedro, realizando demonstrações de seu processo de pesquisa e criação o que culminou no primeiro espetáculo do grupo MOVIMENTOMÍNIMOMOVIMENTOMÁXIMO, dirigido por Heloisa Gravina do grupo Purê de Batatas - Dança, Teatro e Afins. Este trabalho tem a proposta de estabelecer fronteiras móveis entre o que seria dança e não-dança priorizando-a como expressão humana. O trabalho foi contemplado com financiamento do Fumproarte e realizou temporadas no Teatro de Câmara, Solar dos Câmara, Sala Bruno Kiefer e foi selecionado para participar do Porto Alegre Em Cena e posteriormente apresentou-se no festival Caxias Em Cena.

PROJETO MAX - movimentomínimomovimentomáximo

A aposta em procedimentos colaborativos culminou no convite para integrar o coletivo ARTERIA - Artistas de Dança em Colaboração, um agrupamento de produção, criação e articulação interessado em desenvolver e apoiar os projetos em dança de seus participantes. Criado em 2001, o ARTERIA acredita em relações de criação baseadas em trocas e na responsabilidade pela criação de espaços como parte viva do processo artístico. Além dos integrantes do PROJETO MAX fazem parte do ARTERIA: Carla Vendramin, Cibele Sastre, Dani Boff, Eduardo Severino, Heloisa Gravina, Luciano Tavares, Marco Fillipin, Mônica Dantas, Suzi Weber e Tatiana da Rosa.  

Em 2006, o PROJETO MAX teve novamente seu projeto contemplado com o financiamento do Fumproarte e recebeu também o Prêmio Funarte Klauss Vianna de Fomento à Dança para a pesquisa e criação do espetáculo INSTRUÇÕES PARA ABRIR O CORPO EM CASO DE EMERGÊNCIA. Durante o processo de pesquisa do espetáculo o grupo realizou seis aberturas do trabalho em diversos locais da cidade. Essa atividade teve início na realização do OPEN STUDIO produzido pelo PROJETO MAX onde, além do grupo, vários artistas puderam mostrar seus trabalhos.

O espetáculo INSTRUÇÕES PARA ABRIR O CORPO EM CASO DE EMERGÊNCIA estreou em março de 2007 no Teatro Renascença em Porto Alegre.

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