Workshop Intuitive Imagery com
Irion Nolasco
Dia 28 de março, das 18h 22h.
Dias 29 e 30, das 10h às 19h.
Sala 209 da Usina do Gasômetro.
O workshop faz parte do projeto INSTRUÇÕES]desdobramentos
realizado por Michel Capeletti, Alexandra Dias e Tatiana da Rosa, vencedor
do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna com o patrocínio da Petrobrás.
As inscrições estarão abertas de 18 de fevereiro a 14 de março
exclusivamente pelo site www.desdobramentos.org.
É necessário anexar currículo e carta de intenção para seleção e
é fundamental que o candidato se comprometa a participar dos três dias de
workshop.
As inscrições são gratuitas.
Irion Nolasco é diretor de teatro e professor no Departamento de Arte Dramática da
UFRGS e no Programa de Pós-Graduação em Administração da mesma
instituição. Além de cursos de pós-graduação nos EUA e na França, fez
aperfeiçoamento com os seguintes artistas: Eugênio Barba (Odin Teatret,
Dinamarca), Pino Di Buduo (Teatro Potlach), Philippe Gaulier e Monika
Pagneaux (França), Patrícia Stokoe (Argentina), Kanichi Hanayagui
(Japão), Arthur Lessac (EUA) e Jean-Paul Denison (França).
INTUITIVE
IMAGERY
“O século vinte caracterizou-se por profundas e rápidas
transformações que afetam diferentes dimensões da vida humana.Uma delas e
talvez a mais importante foi a criação da fotografia no século dezenove,
permitindo que um grande número de pessoas pudessem ver, cenas de espetáculos
de teatro, dança, fatos reais de importância jornalística, divulgação de obras
de pintores famosos, para dizer o mínimo. O cinema amplia ainda mais o
poder da imagem. Percebe-se que uma simples imagem pode "falar" mais
que dezenas, centenas de palavras. Paralelamente, as fronteiras rígidas entre
as artes começam lentamente a se diluir permitindo o que podemos chamar de
contaminação; Teatro Dança, Physical Theatre, Performance Art, Living Art e
assim por diante.
Paradoxalmente, por que as cenas dos grandes clássicos do
teatro representados em diferentes épocas se assemelham entre si? Por que é tão
difícil criar imagens novas em espetáculos como Hamlet, de Shakespeare, ou
Hedda Gabler, de Ibsen? Por que as artes vivas perderam o interesse e é muito
mais atraente ver um filme do que ir ao teatro? É que diante da profusão de
imagens disseminadas no cotidiano das pessoas, fica mais difícil criar algo
único e especial para o “seu” espetáculo.
Este projeto visa, através de estímulos variados tornar
visível o imaginário intuitivo, permitindo a criação de um celeiro de imagens
possíveis de serem utilizadas isoladas, em superposição, contigüidade,
repetição, redução, ou ampliação trazendo à tona dimensões ocultas, não
apenas da obra, mas dos artistas/autores do espetáculo.”
Irion
Nolasco.