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Os dias de desdobramentos fazem vento, uma linha tênue entre explorar e analisar, e pensar como eu consigo mutar o meu próprio tempo
Os dias de desdobramentos fazem vento, uma linha tênue entre explorar e analisar, e pensar como eu consigo mutar o meu próprio tempo. Mutar de mutante. Mutá-lo, existe esta forma no dicionário? Deixar esse tempo acontecer. Como não se prender a padrões externos e a importância do toque dos meus dedos – as pontas sensíveis, extremidades amadas – na minha própria face, uma dobra já é muito, um desdobramento é talvez a chave para uma outra dimensão, uma outra forma de pensar. Talvez Deleuze ou Gatarri. O marco zero do movimento, da compreensão de como eu estou, o que poderei fazer com tudo isso nesta fina lâmina do momento agora, que também é infinito.....
Em cada possibilidade de dobras, infinitas combinações, como perder o senso de foco e não perder a direção ou como perder tudo isso e deixar a poeira das sensações baixar sobre os sentidos, porque isso pode ser mais do que não perder nada, manter o controle de tudo. Nas dobras acontecem novas direções, momentos cruciais, suspense divino como quando eu tento cruzar o espaço tendo a cabeça como causadora das dobras.
Qual a dobra no meu trabalho? O que faço com tudo isso? Para onde vai tudo que se cria em um desdobramento? Dobra é ruga? É fenda?
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